Poder e Cotidiano em Sergipe
31 de Outubro 19H:32

Superlotação do Huse: dos 13.509 atendimentos, 11.666 são de baixa complexidade

A Secretaria de Estado da Saúde informou que os usuários do SUS que não têm suas necessidades básicas atendidas nos Postos de Saúde e Unidade de Pronto Atendimento (UPAs), que são administradas pelo Município de Aracaju, continuam batendo à porta do maior hospital público do Estado e encontrando a assistência devida.

Estava prevista uma reunião para a tarde desta segunda-feira, 31, com o objetivo de encerrar as atividades da Tenda Provisória de Baixa Complexidade, instalada no último dia 23 de outubro. Diante do cenário contínuo e preocupante, onde foi noticiado o cancelamento do contrato de uma empresa terceirizada que presta serviço de apoio às UPAs Zona Norte e Zona Sul, a SES e a FHS decidiram manter a Tenda ainda esta semana.

 

O caos na saúde do Município de Aracaju está refletindo negativamente no Huse, causando a superlotação, o que gera estresse na equipe multidisciplinar, transtornos estruturais (questões ligadas à acomodação dos pacientes e acompanhantes) e comprometendo todo planejamento de abastecimento, já que a presença de mais usuários exige maior uso de materiais, insumos e medicamentos.

No mês de outubro, o Huse realizou 13.509 atendimentos totais, sendo que 11.666 foram classificados como de baixa complexidade (5.594 foram usuários de Aracaju). Na última semana, o Huse realizou 3.933 atendimentos totais e 2.086 foram de baixa complexidade de Aracaju.

 

De 29 a 31 de outubro, foram registrados 673 assistências totais e 570 de baixa complexidade (324 de Aracaju). O Huse continua recebendo pacientes considerados crônicos (portadores de diabetes, pressão alta) que deveriam estar nas UPAs.

Na Tenda de Baixa Complexidade instalada provisoriamente para este período crítico, foram 515 atendimentos a usuários do SUS na semana passada.

A superlotação do Pronto Socorro vem excedendo a capacidade de resposta. Desde quando foi instalada, a Tenda vem agilizando o atendimento à população desassistida pelo Município e contribuindo para desafogar a sobrecarga dos servidores do Huse, obedecendo todos os protocolos especiais de acolhimento. O espaço é retaguarda  dos atendimentos rápidos, característicos dos postos de saúde como hidratação, medicação, aplicação de aerosol, etc.

Considerando que o Huse é uma unidade de média e alta complexidade, a SES e a FHS não fecham portas elamentam o descaso do Município de Aracaju  com o cidadão que está penalizado por não encontrar assistência básica da baixa complexidade e, principalmente, a dignidade.

 

SES

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